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Borbulhando de Alegria Lauren Kirton    
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Borbulhando de Alegria

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Borbulhando de Alegria

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*

Um dia, um homem muito rico chamado Akito entrou numa antiga loja de curiosidades no Japão, procurando por uma chaleira em que pudesse fazer seu chá. Ele procurou, procurou e acabou encontrando uma de bronze que gostou e a levou para casa para usar naquela noite.

Mais tarde naquele dia, ele limpou a chaleira até que ela brilhasse como o sol. Deixou-a secando e foi contar suas moedas, mas quando voltou parecia que ela tinha se mexido.

“Que estranho”, pensou, “Não tem mais ninguém aqui, como isso poderia ter acontecido? Deve ser só a minha imaginação.”

Ele encheu a chaleira com água e a levou ao fogo, mas ao fazer isso ouviu um barulho estranho.

“Uooouuuu.” 

Balançou a cabeça sem entender, “deve ter sido a água fervendo.”

“Aaai, aaaai.” Akito ouviu novamente.

“Mas o que diabos poderia ser?” dizia para ele mesmo, quando de repente brotaram pernas na chaleira que pulou para fora do fogo e correu para o canto da cozinha. Akito podia ver que ela tinha se tornado um texugo, e estava muito bravo que sua linda chaleira havia se tornado um animal.

“Que desperdício de dinheiro foi te comprar!” disse ele para a chaleira-texugo.

“Qual a vantagem de você parecer uma chaleira se não consegue fazer meu chá?”

Bravo com o que havia acontecido, Akito expulsou o pobre animal de casa. “Saia daqui!” Ele gritou, e o texugo correu pela porta em direção a rua. Sozinho no frio, o texugo encontrou um lugar perto de uma lixeira, e se transformou de volta em chaleira escondendo-se durante a noite. Ele ficou assim por alguns dias, pensando no que fazer e decidiu voltar para a antiga loja.

O caminho de volta a loja era longo para uma pequena chaleira-texugo, e ele precisou descansar por várias vezes. Durante um desses descansos, se escondeu sob caixas na entrada de um beco, e rapidamente adormeceu.

Durante a noite, um homem que passava por ali, viu a luz da lua refletindo em alguma coisa metálica e decidiu investigar o que era. O homem, que se chamava Chikara, pegou a pequena chaleira, e quando a olhou bem de perto, notando que tinham lindos desenhos nela. Ele pensou que era uma pena, uma linda chaleira estar abandonada e decidiu levá-la para casa e cuidar dela.

Chikara lavou, secou e poliu a chaleira, e a colocou sobre uma prateleira. Ele foi dormir bem feliz com o seu achado.

No meio da noite, Chikara acordou com o som de um estrondo.

“Opa,” ouviu uma voz baixinha dizer.

Chikara sentou-se.

“Não queria te acordar!” ele ouviu. Olhou para o chão e viu sua chaleira se transformando em um texugo.

“Olá, pequenino” disse Chikara, “Não havia percebido que você era um texugo! Quase te usei para fazer meu chá.”

Ele perguntou como a chaleira havia ido parar no beco e ouviu a história do homem rico e malvado. Ele sentiu pena do pequeno animal e quis deixá-lo feliz.

“Pode ficar aqui se quiser, não quero que acabe na rua de novo, você poderia ficar doente e gripado.”

Os dois viveram felizes por semanas. A chaleira brincava pela casa com as crianças e quando Chikara voltava do trabalho eles jantavam e passavam as noites juntos.

O texugo era muito grato a este homem e decidiu encontrar um jeito de agradecê-lo. Uma noite disse a Chikara que havia pensando em um plano brilhante para fazer sua família ficar rica.

Os dois montaram um palco do lado de fora da casa, anunciando a chaleira mágica que muda de forma. Centenas de pessoas vieram e compraram ingressos para conhecer essa criatura fascinante. Multidões chegaram para assistir como uma chaleira, aparentemente comum, se transformava em um texugo. Eles suspiravam e não podiam acreditar no que seus olhos viam.

Um dia depois da apresentação o texugo pensou ter visto Akito e lembrou-se como ele era malvado. Ele olhou para Chikara, que estava contando como havia encontrado sua chaleira mágica, e sentiu-se grato por ter sido encontrado por pessoas tão boas.

Daquele dia em diante, o show foi ficando maior e maior até que Chikara pôde comprar uma linda casa para sua família e seu amigo animal.

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